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COVID - Números quantitativos; Dados OMS

Para estimar o número real de mortos pela COVID-19 considerando a subnotificação, a epidemiologia internacional utiliza a métrica de excesso de mortalidade (a diferença entre o total de mortes ocorridas por todas as causas e o que seria esperado historicamente para o período).
Estudos globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Institute for Health Metrics and Evaluation(IHME/Universidade de Washington) e da modelagem da revista The Economist apontam os seguintes números consolidados:
| País | Mortes Oficiais Confirmadas | Estimativa Real (Excesso de Mortalidade) | Diferença Estimada (Vidas Subnotificadas) |
| Estados Unidos | ~1.219.000 | ~1.350.000 a 1.450.000 | +130 mil a +230 mil |
| Brasil | ~711.000 | ~780.000 a 880.000 | +70 mil a +170 mil |
Em 2021, o atraso logístico na compra de vacinas e a variante Gama fizeram do Brasil o epicentro proporcional de mortes.
Em 2022, a capilaridade do SUS e a cultura vacinal consolidada blindaram a população brasileira contra o impacto letal da Ômicron, enquanto os EUA pagaram o custo sanitário da hesitação vacinal em largas fatias do seu território.